08 fevereiro 2015

Comemorando 4 anos de curso!

Ao fim do primeiro dia de curso.
No inicio de 2011 foi realizada a primeira turma do curso, com apenas 4 alunos. Quatro anos depois, mais de 230 pessoas já foram atendidas no curso regular. Se levarmos em conta os workshops já realizados em diversas instituições e simpósios, esse número chega a 500 pessoas. Mais do que ficar orgulhoso, fico feliz em saber que encontrei um caminho que me traz muita satisfação em minha vida. E eu que jamais havia pensado em dar aulas!
Neste últimos 3 dias pude mais uma vez compartilhar minha estreita ligação com o desenho e dividir o máximo que pude o que aprendi ao longo de minha carreira, a ponto de algumas vezes, refletir se não 'sufoco' os alunos com tanta informação em tão pouco tempo.
Fato é que muito se produz nessas aulas e é muito estimulante ver todos felizes no final do curso.

Entre outras coisas, algumas convicções a cerca do desenho foram reforçadas nesta última turma:
  • A postura (a posição do corpo) ao desenhar, influencia muito no processo. Muitas vezes, um pequeno ajuste na posição do aluno, faz uma diferença enorme;
  • Mais importante que aprender um 'jeito de fazer', é preciso aprender os conceitos e fundamentos do desenho, que podem ser aplicados em qualquer campo;
  • O Desenho por Massas é mais intuitivo e talvez até mais acessível que o Desenho Linear. Comprovado novamente quando os alunos 'pintaram' os grandes blocos de concreto e passarelas do Sesc Pompéia. 
Seguem algumas fotos dessa última turma.

Muitos materiais disponíveis para os alunos e muita produção. Enrolação zero.
O pessoal conseguiu realizar esses estudos em cerca de 1,5 hora (sobre base de desenho pronta)
Diversos desenhos produzidos. A mesma base, e muitas soluções diferentes. (pena ter faltado fotografar alguns)
Ao fim do segundo dia.
Sketching durante o trajeto do curso ao Sesc Pompéia.
10 minutos!

10 minutos!
Em qualquer esquina pode-se encontrar temas. Basta ver..
Concentração.
Um pouco de medição.
Descontração também.
O Sesc Pompéia é perfeito para essa atividade.
Processo abstrato de uma forma concreta.
Massas!
Fausto San.

31 janeiro 2015

Vila Maria Zelia - 46º Sketchcrawl

Hoje aconteceu no mundo todo a 46º Maratona Mundial de Desenho - Sketchcrawl.
Aqui em São Paulo nós fomos conhecer a Vila Maria Zélia, uma interessante vila situada no bairro do Belenzinho. A Vila Maria Zélia foi construída como uma vila operária, nos anos de 1920. Conheça mais sobre a história deste local, neste post do site São Paulo Antiga.
Fiz vários desenhos, muito empolgado pelos temas cheios de caráter e expressão.




22 janeiro 2015

Aquarelas de verão!

Aquarelas realizadas em uma viagem à Santa Catarina, no munipio de Bombinhas. Dificil pintar aquarela na areia da praia, sob calor intenso, mas muito prazeroso. Curti bastante estes momentos!

Feitas em bloco de papel Arches, formato 25x10cm.
 




13 janeiro 2015

16º Turma do Curso do Bajzek!


Começaram as inscrições para 16º Turma do Curso do Bajzek!
O Curso do Bajzek, em seus diversos formatos, já atendeu cerca de 500 alunos, nas cidades de São Paulo, São Luis, Fortaleza e Brasília. Também fui instrutor no 3º e 4º International Urban Sketching Symposium, na República Dominicana e Barcelona, respectivamente.
Nesta turma, contamos com ótimas oportunidades de descontos, incluindo descontos especiais para grupos!
Para maiores informações, envie um e-mail para edubajzek@gmail.com

Book Review: The Urban Sketcher - by Marc Taro Holmes

The Urban Sketcher – by Marc Taro Holmes

I loved the way Marc Taro Holmes finishes the introduction of his book with this meaningful phrase “the city becomes your studio”, inviting people to go out on the streets and sketch on the spot - an “artistic adventure”, he says.
He emphasizes that sketching on location provides you “freshness, direct impression that can’t be matched”, as encouraging as this is for amateurs and experienced artists.
I’ve always been a fan of Marc’s work, and now I certainly know why, after reading (and studying) his book. It becomes clear to me that he has a perfect understanding of his own process of working, as he’s able to clearly talk about it, sometimes even using his own imaginative vocabulary.
It was inspiring to realize that he developed his skills through passionate practice, as he mentions all kind of subjects he worked on, such as a tattoo shop or a cemetery. 

His process seems to be shaped over precious insights as he experienced the world through drawing. He even shares his own mistakes, where you can learn a lot from.
The book is divided into three chapters:
  • Pencil;
  • Pen & Ink;
  • Watercolor.
Each of them starts with a handful guide of tools and follows with specific technique lessons. However, more important than these are the concepts Marc brings to us: "drawing outside-in", "shadow shapes", "gradient of interest", are some of them. You’ll also find great ideas and practical concerns in the “box of insights”. My favorite is “Don’t document – Design”, but I also liked the “Stretch Goals” boxes: “Go big! Beat the clock! Sketch people in motion!”
As you go through the lessons you will find statements to be written on the top of your sketchbook page, like this one: “Oddly, it’s the measuring that allows the sketch to look spontaneous”. I actually copied, word by word, dozens of things like this, which were suitable for me. 
He divides the process of drawing and painting into three passes, in terms of techniques (pencil – ink – brush) and approaches (scribble - calligraphic line - spot blacks).
He finishes explaining in details the process of creating watercolor paintings through his wonderful “Tea, Milk and Honey” process (in my opinion, there is no other way one can explain the dynamic of watercolor better).
I love the idea of working in layers of information in a drawing.
I specially appreciate the variety of lessons on how to sketch people, as I personally struggle in this area. He uses every sort of situations, from people standing (almost) still to people dancing in a street performance.
The book ends with a beautiful gallery of images for your amusement.
You can find dozens of his artwork on the internet. Go look at them - studying this book will be tempting.
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Marc Taro Holmes

I'll follow this book review with some of the things which stood out for me while reading the book (well, there are many more!):

Don’t document – Design
Marc Holmes talks about the boundaries of accuracy in sketching on location. More than documenting what is front of you, it’s more important to tell the story behind your drawing – why you chose this subject, what is so interesting about it and so on. If you need to move, ignore or replace something that is disturbing you. “I try to do this in good faith, not altering a scene more than is necessary to tell the story as I experienced it.”

About line work:
“Avoid scratchy, searching, hesitant lines that come from repeating a stroke over itself multiple times”.
“A line should have expressive character that looks intentional, not stuttering, but speaking eloquently.”
“Avoid making completely sealed outlines around the forms – this will make your drawing look stiff and cartoony. Try to leave the shapes open. Use small gaps to suggest light.”

About watercolor:
“Where an ink drawing has drama and power, a painting in full color has the potential for many moods, and for more compelling, more sophisticated storytelling”.
"Watercolor is portable, transparent and fast drying – ideal for urban sketching."

Marc Taro Holmes
Em breve, a resenha do livro também em português!
Eduardo Bajzek

20 dezembro 2014

Ponto focal deslocado

Recentemente fiz duas fachadas em que o ponto focal - as casas - estavam deslocados do centro da imagem. Pela própria configuração dos projetos, foi necessário mostrar uma extensão das construções nas laterais.
O desafio foi, dessa forma, tentar manter o ponto focal nos blocos principais das construções e ainda criar um ambiente para ocupar todo o campo da imagem restante, em ambos os casos.

Na primeira fachada, um dos artifícios que usei foi dar um contraste maior na região próxima a casa (deixando ali um 'vazio' de nuvem no céu, por exemplo). Uma 'corzinha' extra ajudou (o amarelo do ipê). Notei também que a sombra bem marcada do 'porte-cochère' atrai bastante a atenção do olhar.
Devo confessar que fiquei inseguro com à área do bosque à esquerda, já que elaborei um pouco além do necessário essas árvores, o que poderia por em risco todo o conjunto. Felizmente notei isso à tempo e tomei algumas medidas para não passar (muito) do ponto.

Na segunda fachada, curiosamente com as mesmas condições, eu busquei novamente ter cuidado com o ponto focal, mas agora levando em conta a experiência recém adquirida. (o intervalo de execução entre uma fachada e outra foi de cerca de 10 dias).
Assim, observe como há menos contraste e cor à direita da imagem. Compare, por exemplo, o valor tonal das sombras do pórtico de entrada e no bloco de lazer, que está recuado. As três copas de árvores no topo parecem 'apontar' para a construção principal também.
Enfim, estes são alguns desafios que aparecem no dia a dia. O importante é ter um olhar critico sobre o trabalho, durante o processo, principalmente.
O formato dos desenhos é 48x24cm e 54x27cm.
A técnica empregada foi canetas marcadores (art-markers) e lápis de cor.

Abraços!


18 dezembro 2014

Como foi a XV turma do Curso do Bajzek!

Entre os dias 04 e 06 de dezembro, ministrei na Galeria Ornitorrinco mais uma turma do meu curso. Como sempre, foi uma experiencia intensa (para todos) e enriquecedora (espero que para todos!). Gosto muito da natural variação de perfis que recebo em cada turma - de estudantes em inicio da faculdade à profissionais recém-formados, até veteranos de profissão, às vezes incluindo professores. É bacana observar o pessoal com diferentes experiencias de vida trocando idéias sobre faculdade, carreira, etc.

Começamos a quinta-feira, dia 04, com força total. Explicação / demonstração da técnica de marcadores, alguns conceitos e... mãos à obra!! Na primeira manhã os alunos não levantaram nem para o cafézinho...
À tarde, estudamos conceitos um pouquinho mais complexos como a aplicação de sombras em um plano bidimensional, além da técnica de preenchimento em grafite.



No dia seguinte, relembramos os conceitos fundamentais de perspectiva (seus componentes e efeitos pictóricos) e trabalhamos o dia todo na elaboração de uma ilustração de uma loja.









Todos chegaram a ótimos resultados e pudemos estudar com profundidade diversos aspectos como qualidades da linha, do plano, luz e sombra, cor, etc.
À noite, ainda tivemos uma palestra / demonstração sobre Photoshop, ministrada pelo meu amigo arquiteto Vagner Bordin, da Art-Voxel. Ele nos deu um panorama geral do uso dessa ferramenta na área de arquitetura e ilustração.








Enfim, o último dia de aula, totalmente voltado para o desenho de observação. Começamos com uma palestra sobre o tema e depois seguimos à pé para o Sesc Pompéia, um local extremamente propício a essa atividade. Apesar da insegurança natural dos alunos, muito foi produzido.






Os convidei enfim, a praticar o desenho por massas. Mais uma vez me surpreendi com a facilidade com que alguns conseguiram representar a complexa arquitetura - com suas passarelas em diferentes eixos e planos oblíquos - de maneira bem mais direta, elusiva e ao mesmo tempo sintética.

Obrigado ao pessoal da Galeria Ornitorrinco pela ótima recepção, ao Guilherme Leite Cunha do Sesc Pompéia, ao meu amigo Vagner, e principalmente a todos os alunos que confiaram em mim!


Abraços e até breve!

15 dezembro 2014

15 de dezembro - Dia do Arquiteto

Um desenho antigo para homenagear -  neste dia do arquiteto - o meu preferido: Frank Lloyd Wright, a minha maior inspiração para arquitetura (e para desenhos).
Esse desenho foi feito com base em fotografia, na época em que comecei a usar markers.
Tive o grande privilégio de conhecer pessoalmente este fascinante projeto - Marin County Civic Center, perto de São Frascisco.
Havia lá uma lojinha oficial do FLLW...Comprei uma gravata estampada com seus padrões gráficos geométricos, a qual usei orgulhosamente em algumas ocasiões, além de uma agenda, usada com parcimônia cuidadosa.
E havia um tapete lindo! Infelizmente não pude comprar, pois era muito caro...caríssimo.

Alguns anos mais tarde, fiquei muito surpreso e feliz quando vi este edifício sendo utilizado em um brilhante filme de ficção científica, de visual muito apurado e elegante, chamado Gattaca (1997). Um edifício projetado na década de 1950, sendo utilizado em um filme futurista, nos anos 90?
Quão visionário e original era este gênio da arquitetura?

Mr. Frank Lloyd Wright, muito obrigado.

12 dezembro 2014

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

No domingo dia 30 de novembro, aconteceu mais um encontro de Urban Sketchers São Paulo - a 43º versão na cidade. O local escolhido foi a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, cujo coração é a residência projetada pelo arquiteto Oswaldo Bratke, na década de 1950.
Fiz apenas dois desenhos, sendo o primeiro à grafite, buscando captar a proporção entre a arquitetura horizontal da casa e as massivas e altas árvores que a envolvem:

Depois sobrou pouco tempo para um novo desenho, e assim optei por uma aquarela, o qual fiz de maneira bem livre e solta.
Gostei do resultado - acho que ficou expontâneo.

 Para fechar, fizemos um sorteio do livro "Urban Sketching - Guia Completo de Técnicas de Desenho Urbano", de Thomas Thorspecken, publicado no Brasil pela editora GGBrasil.
Isis Chaulon, a ganhadora do livro

Em breve farei um post sobre a última turma do Curso do Bajzek, realizada na semana passada!

27 novembro 2014

Sentado na arquibancada do estádio, esperando o show começar...

"Sitting in the stand of the sports arena, waiting for the show to begin..."
Assim começa a música Venus and Mars, do Sir Paul McCartney que, novamente, serviu de trilha mental para eu fazer um rápido desenho do estádio alguns minutos antes de começar o show da turnê Out There.
Em 2010 estive no Morumbi para me emocionar enquanto ouvia as músicas dos Beatles e os clássicos do The Wings...era a primeira vez que eu ouvia Paul McCartney ao vivo. Foi inesquecível.
Naquela ocasião eu desenhei também. Fiz dois sketches que você pode ver neste post. Um deles é este abaixo:

Em 2012 também desenhei enquanto esperava o show do Roger Waters...sempre comento por ai sobre a expressão que ouvi de um sujeito que estava atrás de mim..."Não é mais fácil ele tirar uma foto??". Leia mais neste post.
Na última terça, fiz um único desenho apenas, e muito rápido, enquanto tomava uma merecida cerveja após ficar quase 3 horas na fila sob chuva forte e ininterrupta fora da Allianz Arena, o novo estádio do Palmeiras.
Usei uma caneta Faber Castell Roller 0,7mm.
Aliás, que belo estádio! Mas o som...
Ah, o som foi decepcionante!
Do ponto onde estávamos, estava baixo, abafado e cheio de eco. Se passavam alguns segundos até que nós identificássemos as músicas.
Após ouvir duas ou três, eu desci a arquibancada e me posicionei em frente a uma das saídas, sob olhares furiosos das pessoas a minha volta. "Sinto muito!" eu disse.
E então, a mágica aconteceu novamente...música após música, o simpático e enérgico 'velhinho' nos emocionou e nos fez pular e dançar, sorrir e chorar!
Foi maravilhoso, novamente, meu querido Paul.

"And in the end, the love you take is equal to the love you make..."